sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pensar é transgredir

“Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona
tanto.

Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um
lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever
seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa
vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre
cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e
prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.

Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as
varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo
individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm
significado como fases de um processo.

Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não
escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato
das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.

Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a
sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade,
sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.

Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem
vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas
vezes, ousada.

Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é
preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem
mesmo ser brilhante, importante, admirado.

Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é
preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.

Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas, mas sem demasiada sensatez.
Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se
humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.

Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a
pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha
obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.

E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu
fazer”.

                                                                                                                                      Lya Luft (2004)

Trabalhar os sentimentos

        Na minha opinião é muito importânte as pessoas falarem sobre seus sentimentos, emoções para entender como funcionamos diante das situações. Cada um tem um geito mas somos todos iguais  pois temos os mesmos sentimentos e emoçoes e o que muda é o contexto.
        O importante é colocar para fora aquele pensamento, angustia... Devemos fazer isso conversando, fazendo terapia, e dependendo do problema até praticando esporte para que a energia acumulada de raiva, angústia ou rancor saia do nosso corpo.
       Temos que fazer algo para expusar de dentro de nós os problemas. Não podemos carregá-lo e nem ficar se lastimando porque isso vai prejudicar os nosso corpo. Não sei explicar direito mais a doutrina espírita diz que sentimento e emoções ruins se não forem trabalhados passa para o corpo prejudicando a saúde. No inicio é uma angústia, depois se estende para uma depressão e depois a doença.

Deus está dentro de Nós e atraves da meditação ele nos falara qual decisão tomar para resolvermos os nosso problemas porque não faz bem guardá-los.

Compreensão, Amor e Caridade

    Para entendermos o próximo e estabelecer perante ele um sentimento de amor, temos que primeiramente nos compreender. Ao nos perceber será possível identificar nossos limites e com isso aceitar os limites do outro. A compreensão nos leva a tolerância, paciência, resignação conosco e com o próximo. Não temos que culpar ninguém pelos limites que temos, somos seres em evolução. Precisamos orar e estudar para atingirmos uma situação melhor da que estamos. Cultuando tudo isso é que vamos encontrar dentro de nós a compaixão e o amor. A caridade é o exercício do amor.

A menor distância entre o homem e
Deus é o próximo.